A Mulher e a Submissão

 In Mulher Melhor

…prometo amá-lo, respeitá-lo e me submeter a você, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença. ” Para tudo…antes do romântico sim, vamos entender um pouco mais as palavras que compõe essa promessa tão conhecida por todas nós.

Nos dias de hoje, com o espaço feminino sendo cada vez mais conquistado na sociedade, encontramos muitas mulheres levantando a bandeira de uma suposta independência, onde muitas vezes acreditam que são mais felizes sozinhas. Deixando de lado esse público, vamos focar no grupo das mulheres, também independentes, que até aceitam a promessa de amar e respeitar, porém o submeter-se parece forte demais, ameaçador, castrador, capaz de roubar suas identidades.

Diante disso aqui vai minha pergunta: é possível mesmo dissociar essas ações? Não estariam interligados o amar, o respeitar e o submeter-se? É mesmo possível um acontecer sem o outro? Muitas mulheres expõem sentimentos de inferioridade ao falar sobre submissão, porém a Bíblia já nos traz, de forma sábia, o conforto para isso em 1 Coríntios 11.11-12 “No Senhor, todavia, a mulher não é independente do homem, nem o homem independente da mulher. Pois, assim como a mulher proveio do homem, também o homem nasce da mulher. Mas tudo provém de Deus”.

É certo que da costela do homem veio a mulher Eva, porém, de lá para cá, desconheço algum homem nascido sem que tenha havido o ventre de uma mulher. Tendo em vista que o grande fantasma está no ato de se submeter ao companheiro, vamos entender um pouco mais partindo do significado literal da palavra submissão que vem de organizar sob uma instrução, uma atitude voluntária de cooperar, ceder e assumir responsabilidade.

A palavra “submissão” deriva de “sub, debaixo de” com missão “propósito da existência, vocação e comprometimento”. A submissão é um mecanismo de cooperação que une pessoas sob a mesma missão. Em resumo: submissão é exercer missão de apoio, talvez aqui podemos fazer uma colocação com a definição bíblica do papel da mulher de ser auxiliadora. De qualquer forma, antes de falar sobre o que é a submissão é preciso deixar claro o que não é: Submissão, não é ser empregada doméstica de luxo, não é ser super dependente, não é se auto escravizar, não é se anular como pessoa, enfim não é perder a identidade.

É neste momento que nos deparamos com a grande e perigosa diferença entre submissão e obediência: a submissão envolve a nossa atitude, enquanto a obediência envolve as nossas ações. Filhos e servos devem obedecer, esposas devem se submeter. Já encontrei pelo caminho, alguns maridos fazendo uso da submissão de forma ameaçadora, afirmando ser uma ordem bíblica, e em cima disso fazem cobranças severas às suas esposas, sem a real compreensão do termo.

Segundo as instruções Paulo em Colossenses 3:18 quanto aos deveres da família, as mulheres devem ser submissas aos maridos como convém no Senhor, os maridos devem amar a esposa e não tratar com amargura e os filhos devem obedecer aos pais em tudo. Filhos e servos obedeçam, esposas se submetam. Portanto, não estamos falando da mesma coisa e esta diferença não pode ser desconsiderada ou ignorada.

Existe uma autoridade liberada pela submissão que nasce em Deus. Quando o marido se submete a Cristo há uma concordância e unidade de propósito e essa unidade libera um fluxo de autoridade de Deus Pai sobre sua vida, quando a esposa se submete ao marido submisso a Cristo, há concordância e unidade, e a autoridade de Deus sobre o homem continua fluindo agora sobre a mulher também.  “Quero, porém, que saibais que Cristo é o cabeça de todo homem, o homem (ou marido) o cabeça da mulher (ou esposa), e Deus o cabeça de Cristo” (1 Coríntios 11:3).

Em consultório encontro diversos exemplos de mulheres versus submissão: algumas aceitam deixar de lado quem são, suas percepções e opiniões para “obedecer” seus maridos, outras assumem o papel de “comandante do lar” sempre precisando tomar a frente de tudo e tendo, no lugar de marido, um mero servo e quero ressaltar ainda o exemplo que considero ser mais nocivo: a mulher que se esconde atrás desta submissão para se livrar de suas responsabilidades.

Safira foi tão culpada quanto Ananias, e morreu junto com o marido porque também pecou. A submissão de que se fala em Efésios 5:24 é: “assim como a igreja está sujeita a Cristo”. Vamos pensar logicamente, em algum momento Cristo colocaria a Igreja em alguma “furada” ou tudo que Ele faria por ela seria por amor, pensando em protegê-la e zelar por ela? Este verso está dizendo que a esposa deve se submeter a seu marido em tudo o que é correto e justo, consequentemente a esposa não está sob nenhuma obrigação de desobedecer à lei ou negligenciar seu relacionamento com Deus.

Relaxou um pouco mais? Então abra sua mente, desarme-se para compreender um pouco mais sobre o assunto e conseguir desfrutar dos benefícios desse ato…Benefícios? Sim, por exemplo, o benefício da proteção. Uma mulher que não exerce missão de apoio de auxílio do marido está desprotegida e exposta aos perigos nas áreas emocional, física e espiritual.

Ou então os benefícios na área sexual, onde a submissão é para ambos segundo 1 Coríntios 7:4 onde Paulo diz que a mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim o marido; e também o marido não tem poder sobre seu próprio corpo, e sim a mulher. No que tange a sexualidade dentro do casamento, homem e mulher, igual e voluntariamente cederam poder sobre seus próprios corpos, cada um se submetendo ao outro.

Esta atitude de dar-se um ao outro é capaz de fortalecer a união, torna-la mais íntima, aproximando a Terra do Céu (Sei que vocês me entenderam…Uau!!!!). Se a nossa preocupação estiver em tirar a maior satisfação no cuidado em dar felicidade, paz e realização aos nossos parceiros, a submissão será algo que acontece naturalmente e nossos casamentos e relacionamentos florescerão em alegria e contentamento. E então? Vale a pena tentar?

  • Andréa Bomfim
    Andréa Bomfim Pastora

    Andréa Bomfim, natural do Estado de São Paulo, casada com Anderson Bomfim, pais da Giovanna, Olivia e Pietra Bomfim. Residentes colaboradores de um presbitério local na cidade de Curitiba-PR. Fundadora da Missão Mobilização, é Psicologa e pedagoga, servindo em várias localidades do Brasil com mulheres através do programa Mulher Melhor, com seminários, palestras, aconselhamento, além trabalhar com ensino social e profissionalizante para adolescentes e jovens.

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