As Implicações do Ide

 Em Artigos, Bo

Y eshua, antes da ascensão, se aproximou dos discípulos para dizer que “toda autoridade no céu e na terra foi dada a Ele”, ordenando que “por isso, deveriam ir e fazer discípulos entre pessoas de todas as nações”, comissionando os discípulos a partir da Sua Autoridade para que agissem em favor da sua vontade, fazendo discípulos em todas as nações, segundo parâmetros estabelecidos de “imergi-los na realidade do Pai, do Filho e do Espírito, ensinando-os a obedecer a tudo o que lhes foi ordenado e lembrarem sempre da presença Dele em todo tempo” (Mt 28.18-20). Através deste corpo de discípulos, Yeshua inaugurou os dias que vivemos hoje. O Pai concedeu o reino à onze pessoas que atenderam o parâmetro da tzedakah (Lc 12.29-38), ou seja, deram tudo, não negaram nada e se tornaram administradores da justiça de Deus entre as nações. Por causa da responsabilidade abraçada, receberam autoridade para formar novos discípulos, estendendo o corpo de Yeshua até que alcançasse os confins da terra.

Da mesma maneira, vemos Moisés e Arão sendo enviados pelo Eterno para se apresentarem diante do escravizador de Israel, a fim de reivindicar a liberdade para que os hebreus cultuassem à Ele no deserto. A ordem era clara: Faraó deveria deixar o povo ir para que saíssem de uma condição presente, e entrassem na realidade prometida no pacto com Abraão. Assim como Yeshua orientou os discípulos, por causa da imersão nesta nova realidade, os hebreus precisavam ser ensinados a viver a partir de uma postura de obediência, lembrando-se do resgate do Egito e da Lei dada no Sinai. Israel fora então resgatado de uma nação tirana, para apontar como as outras nações poderiam viver segundo os princípios do Eterno aplicados na dinâmica da vida cotidiana.

Enquanto Deus Cria Condições, Faraó Exige Resultados

Hoje, cristãos são pressionados a apresentarem resultados de crescimento em suas comunidades através de jargões e estratégias, visando metas de multiplicação e expansão. O reino de Deus é um reino em expansão, onde Deus cria as condições para que sua vontade se cumpra na terra. As escrituras apontam que a condição para entrarmos no reino vindouro não é “quantas almas ganhamos”, porque números impressionam homens e não Deus, “mas se” praticamos a tzadakah (Mt 25.24-40). Assim como Faraó impôs duras cargas, exigindo resultados sem ter nenhum compromisso em criar as condições necessárias para que eles fossem alcançados, muitos líderes eclesiásticos têm imposto sobre suas comunidades de fé um modelo alienante e escravizante de crescimento, baseado nas metodologias de crescimento, e não pautados na vida do Espírito gerada e nutrida em uma caminhada formativa de discípulos.

Somente discípulos podem ouvir e corresponder ao “Ide” em sua base essencial e em seus parâmetros de cumprimento.

A maneira de Deus gerar crescimento é criar as condições necessárias para que ele aconteça, por isso, antes de enviar Moisés em uma missão de discipular um povo, Deus apareceu a Moisés, estabeleceu uma relação pactual para que em seu Nome, conduzisse os hebreus no deserto imergindo-os na mesma realidade pactual, ensinando-os a cumprir tudo para que juntos experimentassem a presença do “Eu Sou” em todo tempo. Isto levanta uma questão crucial para os dias que virão: continuar gerando pessoas com uma fé inexpressiva e inoperante, para responder as demandas de nações que não conhecem o Eterno, ou nos dedicarmos a formar discípulos que transformarão cidades e nações? (Ex 12 e At 17), pois, somente discípulos podem ouvir e corresponder ao “Ide” em sua base essencial e em seus parâmetros de cumprimento. O quanto você está comprometido com a formação de discípulos?

  • Marcelo Souza
    Marcelo Souza Mentor & Adviser

    Marcelo Souza, natural de Curitiba, casado com Zélia Souza e pai da Júlia.  Founder da empresa Illumine Coaching coopera com o desenvolvimento de pessoas e empresas em todo o Brasil. A base de seu trabalho é a convergência à princípios que regulamentam tudo e que possibilitam o alcance de resultados excelentes, consistentes e sustentáveis. Sua metodologia de trabalho é voltada para o desenvolvimento da integralidade da vida, ampliação de competências, mobilização de mentalidade corporativa e consolidação de equipes de trabalho. Juntamente com sua esposa, integra a equipe da Missão Mobilização, organização voltada para desenvolvimento humano integral, mobilização cultural e edificação social, além de atuar no Conselho Deliberativo da Acridas – Associação Cristã de Assistência Social, organização não governamental de acolhimento institucional e familiar de crianças em situações de risco e que também atua no combate e prevenção da violência contra crianças e adolescentes .

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