Colaborativismo

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Colaborar traz o sentido de operar simultaneamente ou coletivamente. A palavra original em latim é collabore trabalhar em comum com que se conecta com a palavra cooperor É formada pela junção das palavras co + operor. que significa assumir a postura de trabalhar em conjunto com outro, cooperar, se unir.

Segundo a Forbes Famosa revista Americana de Negócios , o mercado de negócios colaborativos movimentou U$ 110 bilhões em todo o mundo, o que representa 0,00022% do Pib Mundial em 2014. Alguns economistas e sociólogos apontam pontos interessantes sobre o movimento de negócios colaborativos, que visam fomentar negócios através do compartilhamento.

  • É descrito como a principal tendência econômica do século 21
  • Promove conexões entre desconhecidos com interesses e necessidades comuns,
  • Redes sociais e aplicativos facilitam o compartilhamento e a troca de serviços e objetos numa escala sem precedentes.
  • Tem o poder de reduzir o desperdício
  • Tem a capacidade de aumentar a eficiência no uso dos recursos naturais,
  • Possibilita combater o consumismo
  • E reduzir a desigualdade social no mundo

Basicamente, em nosso contexto atual, existem três modelos de negócios colaborativos: as empresas de prestação de serviços, as fomentadoras de mercado e as provedoras de plataformas tecnológicas. Estes três tipos de negócios colaborativos são estabelecidos sobre três pilares principais. O pilar social envolve o desejo de comunidade, com uma abordagem mais altruísta e com a finalidade de avanço para sustentabilidade. O pilar econômico envolve a monetização do estoque, o aumento da flexibilidade financeira, a preferência por acesso ao invés de aquisição e a abundância de capital de risco. O pilar tecnológico é beneficiado pelas redes sociais, dispositivos móveis e sistemas de pagamento.

Os pilares da economia colaborativa envolvem aspectos sociais, econômicos e tecnológicos.

Em tempos de mudanças nos modelos de desenvolvimento econômico, temos nos dedicado a pensar empreendedorismo a  partir de uma perspectiva bíblica, tentando por meio disto, fomentar uma mentalidade corporativa que nos leve a compreender com mais clareza e profundidade qual é o nível da relação entre o nosso serviço sacerdotal e o empreender um negócio de forma colaborativa.

Para quem Empreendemos?

Esta é a pergunta matriz de toda plataforma empreendedora. Usar a expressão “para quem” nos leva a refletir sobre a finalidade de uma determinada ação. Neste caso, o pensamento dualista reforça a ideia de que sacerdócio é desenvolvido apenas a partir de momentos de devoção particular ou coletiva, enquanto que as demais esferas da vida são comuns. Todo dualista busca desenvolver um ministério eclesiástico e uma profissão secular. Este tipo de pensamento ainda se torna mais abrangente quando falamos de empreendedorismo. A maioria dos cristãos que desenvolvem alguma plataforma de negócio vê em sua empresa apenas uma fonte de geração de recursos que podem ser aplicados de alguma forma na missão do reino de Deus. E isto não é um pensamento equivocado, mas entendemos que ele é pequeno perto da relevância do que um projeto empreendedor pode significar para o Reino de Deus. Por isso a expressão “para quem” se torna um parâmetro de convergência para que possamos resignificar o empreendedorismo a partir de uma perspectiva bíblica.

Portanto, compreendendo o que significa temer ao Senhor, procuramos persuadir todas as pessoas. O que somos está manifesto diante de Deus e esperamos que semelhantemente esteja bem claro em vossas consciências. Não estamos tentando outra vez nos recomendar a vós, mas vos concedemos a oportunidade de vos orgulhardes por nossa causa, de maneira que tenhais resposta para os que se orgulham das aparências e não do que está no coração. Pois, se enlouquecemos, é por amor a Deus; se conservamos o juízo, é porque vos amamos. Porquanto o amor de Cristo nos constrange, porque estamos plenamente convencidos de que Um morreu por todos; logo, todos morreram. E Ele morreu por todos para que aqueles que vivem já não vivam mais para si mesmos, mas para Aquele que por eles morreu e ressuscitou.  – 2Co 5.11-15

Esta afirmação de Paulo não deixa dúvidas de que é necessário pensarmos o desenvolvimento de uma vida integral diante de Deus e dos homens. Não viver mais para si significa não nutrir lacunas que separam coisas tidas como seculares e espirituais, mas como o próprio apóstolo afirma, se temos o Espírito de Deus, então que nossa vida diária seja ordenada a partir Dele (Gl 5.16-25), e que tudo o que realizamos tenha como finalidade o próprio Deus. É necessário nos adequarmos a realidade de que tudo o que realizamos deve ter como fim a glória Dele, e que somente o honramos à medida em que nos aproximamos de seu Filho (Lv 10.2-3; Jo 15.3; Jo 17).

Um dos maiores desafios é eliminarmos a dualidade do pensamento cristão que separa negócios do serviço sacerdotal.

Porque Empreendemos?

Esta outra indagação nos leva a refletir sobre a causa de nossas vidas. Pensar porque empreendemos é tentar encontrar a missão pela qual fomos criados para realizar. Yeshua cumpriu sua missão, por isso, Ele é o fator unificador de todas as coisas, pois Nele todas as coisas subsistem e permanecem eternamente (Cl 1). Se o que estamos fazendo não tem como fim colaborarmos com a missão de Yeshua de restaurar todas as coisas, para que tudo na terra seja como é no céu (Mt 6), então precisamos repensar nossa fé e nossa compreensão sobre o serviço sacerdotal.

Assim, de agora em diante, a ninguém mais consideramos do ponto de vista meramente humano.Ainda que outrora tivéssemos considerado a Cristo assim, agora, contudo, já não o conhecemos mais desse modo. Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação; as coisas antigas já passaram, eis que tudo se fez novo! Tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por intermédio de Cristo e nos outorgou o ministério da reconciliação. Pois Deus estava em Cristo reconciliando consigo mesmo o mundo, não levando em conta as transgressões dos seres humanos, e nos encarregou da mensagem da reconciliação. Portanto, somos embaixadores de Cristo, como se Deus vos encorajasse por nosso intermédio.  – 2Co 5.16-20a

A obra do Filho nos foi confiada. O termo katalagge termo grego para reconciliação  significa de forma figurada “um caminho de volta ao jardim“, ou seja, restaurar todas as coisas a uma condição favorável anterior, ajustar uma diferença por meio da reconciliação, nos aponta para a abrangência da missão que nos foi confiada. Quando pensamos em negócios pensamos em economia. Mas a Gênese da Economia não envolve apenas a gestão de recursos ou a geração de recursos por meio de negócios, mas a administração de um propósito eterno. Desta forma, precisamos pensar o quanto nossos empreendimentos de fato, estão sendo desenvolvidos nesta realidade para que se tornem uma expressão de nosso serviço diante de Deus. Talvez a nossa crise contemporânea, esteja no fato de que se empreendemos apenas  para gerar ou movimentar recursos, estamos empreendendo em nome de Deus segundo o modelo que move a economia global caída.

Seu negócio é uma expressão do seu sacerdócio?

Qual é o Meio Pelo Empreendemos?

Assim, vos suplicamos em nome de Cristo que vos reconcilieis com Deus.Deus fez daquele que não tinha pecado algum a oferta por todos os nossos pecados, a fim de que nele nos tornássemos justiça de Deus. – 2Co 5.21

A base da justiça é que todas as coisas estejam funcionando e as coisas de fato funcionam quando estão em sua ordem original. Tudo no universo criado está inter-relacionado de forma unitiva. Nada existe fora de um ecossistema estabelecido por Deus que envolve aspectos interativos e colaborativos. Por isso, a base do empreendedorismo parte do fundamento, que é o próprio Filho, dos elementos criados e de sua disposição estrutural, funcional e relacional. Além disto, temos a essência original do próprio homem e da terra, e esta essência original comunica os atributos do próprio Deus. Dentro disto, ele estabelece os limites e a disposição de todas as coisas.

O meio pelo qual empreendemos é a compreensão de precisamos nos tornar um tipo específico de homens para cada tipo específico de terra, pois é a partir desta ordem, que trabalhando na missão do Filho, a partir Dele, nos tornamos a justiça de Deus.

Qual o Método que Utilizamos?

Método é um modo de operação, uma maneira de realizar determinada tarefa. O método está condicionado a uma estratégia, que está sujeita ao tempo. Pensar em uma maneira passa pela premissa de um referencial de ação. Neste caso, tanto a estratégia quanto o método estão diretamente relacionados a essência de tudo. Sabemos que Yeshua é aquele que tem a preeminência, pois todas as coisas surgiram Dele, e por isso, são uma extensão de sua essência e natureza. Por isso, precisamos compreender que da mesma maneira que tudo procede Dele, todas as coisas se desenvolvem a partir Dele. Sua natureza relacional é pactual e a sua maneira de realizar todas as coisas ocorre somente a partir desta realidade.

E nós, como cooperadores de Deus, vos exortamos a não acolher a graça de Deus de forma inútil. – (2Co 6:1)

A expressão sunergeo συνεργεω utilizada no texto para descrever cooperação significa trabalhar junto, ajudar no trabalho, ser parceiro no labor, juntar as forças com alguém e com isso ajudar a completar algo. Esta palavra se origina na palavra sunergos συνεργος  que significa companheiro de trabalho, colaborador. É uma junção do termo  sun συν , uma preposição primária que denota união com alguém e do termo ergon εργον , uma palavra primária que significa trabalhar, negócio, serviço, aquilo com o que alguém está ocupado, aquilo que alguém se compromete à fazer, empreendimento, tarefa, qualquer produto, qualquer coisa efetuada pela mão, arte, indústria ou mente. Esta a expressão da natureza relacional de nosso Deus dentro do desenvolvimento do testemunho do Reino em nosso tempo consiste em que o Pai faz tudo a partir do Filho e o Filho não faz nada fora do Pai. É de acordo com esta natureza que somos inseridos como sacerdotes que empreendem a partir do Filho, a missão de Deus.

Sacerdotes empreendem a vida para que todas as coisas sejam reconciliadas com Deus por meio de Yeshua.

Onde Queremos Chegar?

Dentro dos negócios as pessoas se relacionam por interesses. O que queremos propor é a oportunidade de construirmos relacionamentos comerciais que visem uma causa que transcende nosso próprio negócio. Queremos construir uma economia que promova transformação, redenção, uma nova expressão sobre a terra. Queremos que as pessoas não sejam apenas empoderadas, mas que se movam em autoridade, para que mediante a influência proveniente da autoridade que carregam, possam se tornar facilitadores da reconstrução de comunidades e regiões.

Como missão trabalhamos para que pessoas se tornem agentes de transformação dentro de uma perspectiva sacerdotal, para que, aqueles que estão envolvidos com negócios ou compreendam sua vocação empreendedora, possam de fato, cooperarem uns com os outros no cumprimento da missão de Deus em sua geração.

Caso você deseje ampliar seu entendimento sobre estes e outros temas, acesse nossa plataforma de ensino Mob School, nela você encontra materiais sobre sacerdócio, família, desenvolvimento comunitário e empreendedorismo.

Acesse:

https://mobilizacao.maestrus.com

Sacerdotes dedicam a vida a Deus. E por meio de suas vidas, dedicam a terra a Ele.
  • Marcelo Souza
    Marcelo Souza Coach

    Marcelo Souza, natural de Curitiba, casado com Zélia Souza e pai da Júlia. Atua como Coach na empresa Illumine Coaching (www.illuminecoaching.com.br) cooperando com o desenvolvimento de pessoas e empresas em todo o Brasil. A base de seu trabalho é a convergência à princípios que regulamentam tudo e que possibilitam o alcance de resultados excelentes, consistentes e sustentáveis. Sua metodologia de trabalho é voltada para o desenvolvimento da integralidade da vida, ampliação de competências, mobilização de mentalidade corporativa e consolidação de equipes de trabalho. Juntamente com sua esposa, integra a equipe da Missão Mobilização (www.mobilizacao.com), organização voltada para desenvolvimento humano integral, mobilização cultural e edificação social, além de atuar no Conselho Deliberativo da Acridas – Associação Cristã de Assistência Social (www.acridas.org), organização não governamental de acolhimento institucional e familiar de crianças e adolescentes em situações de risco, representando a instituição no Fórum DCA/PR que mobiliza conscientização das organizações civis e públicas quanto ao cumprimento do Estatuto da Criança e dos Adolescentes.

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