A Canção do Beco Sem Saída – Parte I

N o dia 19 de maio de 2005, aconteceu algo que definitivamente nos parou o tempo necessário para avançarmos com mais entendimento. Nesse dia a Andréa, voltava do seu horário de almoço, quando foi atropelada por um carro que vinha na contramão, em marcha ré, para estacionar em uma das avenidas mais movimentadas de Curitiba, jogando-a contra outro carro, já sem sentidos.

Como o condutor do veículo se omitiu, um profissional de telefonia, em cima de um poste naquele momento, chamou socorro, o qual estava a pouquíssimos minutos do local, enquanto isso, um funcionário da empresa da Andréa, que viu o acidente, chamava os amigos de trabalho para acompanhar o atendimento. Tudo aconteceu muito rápido, tanto o acidente como o socorro. Então, em poucos minutos foi levada a um hospital público, especializado em traumas para receber o devido atendimento.

Até esse momento ninguém fazia ideia do que estava acontecendo, e para piorar chegando ao hospital, não conseguia notícias. Após um bom tempo de espera, consegui falar com o neurocirurgião que, numa sala fechada, me informou que ela já estava em centro cirúrgico, pois havia chegado em estado não responsivo, com pupilas isocóricas, o que depois soubemos ser um sintoma de morte cerebral, num quadro gravíssimo de lesão cerebral traumática, chamado poli traumatismo craniano, com edema cerebral, hematoma subdural laminar, hemorragia subarocnóide e apagamento de sulcos, como consta nos laudos médicos. Portanto, a situação realmente era de alto risco, muito delicada.

O que viria pela frente representaria um tempo intenso de tratamento, aperfeiçoamento visando trazer desenvolvimento, firmeza, força e fundamento para continuarmos naquilo que já ensinávamos e estávamos envolvidos.

Em seguida me disse que, por um “milagre”, havia uma vaga na UTI abrindo exatamente naquele momento e seria levada para lá em estado de coma induzido após a cirurgia. Ele não escondeu a seriedade do caso, dizendo que faria o possível para salvá-la. Hoje, consigo ver que Deus estava cuidando de tudo e a sua mão estava sobre tudo que estava acontecendo. O que viria pela frente representaria um tempo intenso de tratamento, aperfeiçoamento visando trazer desenvolvimento, firmeza, força e fundamento para continuarmos naquilo que já ensinávamos e estávamos envolvidos.

RETROCEDER PARA AVANÇAR

Para poder compartilhar a respeito da canção do “beco sem saída”, preciso voltar ao dia 18 de março de 2005, onde no decorrer de uma leitura bíblica, fui detido pelo Espírito em Êxodo 14, onde Faraó, com o coração endurecido, parte em perseguição ao povo de Israel, e o povo é orientado a retroceder e acampar junto ao mar vermelho, num lugar chamado “Pi ha-Chiyroth“, que pode significar extremidade, fim, buraco ou caverna, representando a ideia de um lugar sem saída. Nesse momento o povo é direcionado por Deus a retroceder para acampar em “Pi há-Chiyroth”, ou seja, recuar e parar num “Beco sem saída”, situação que não é bem compreendida por todos, porém, Moisés chama a atenção para o grande livramento de Deus, dizendo: “O Senhor pelejará por vós, e vós vos calareis”.

Enquanto os egípcios passaram a persegui-los e se aproximavam endurecidos pelo próprio Deus (Êxodo 14.4 e 8), Moisés tocava o mar com seu bordão e todos passavam em meio às águas a seco (Êxodo 14.16). Todos conhecem essa história, mas o que me chamou a atenção foi que após verem Deus, abrindo um caminho aonde não havia, eles cantaram, reconheceram o maravilhoso feito em seu favor. “E viu Israel, então temeu e creu”, depois que viu, entoou um cântico.

“E viu Israel o grande poder que o Senhor exercitara contra os egípcios; e o povo temeu ao Senhor e confiou no Senhor e em Moisés, seu servo. Então, entoou Moisés e os filhos de Israel este cântico ao Senhor”. – Êxodo 14.30.

Ainda no dia 18 de março, enquanto meditava sobre isso, escrevi uma canção que se chamou “Cântico da vitória”. Ficou assim:

Cantarei a ti, pois triunfaste gloriosamente.
Quem é igual a ti, Majestoso em santidade
Leva-me ao lugar da minha herança. Onde reinarás eternamente
Leva-me ao lugar da minha herança. Onde em meus pés há dança
És a minha força, a minha canção.Minha salvação, meu único Deus. Te louvo…

Ministrei esta canção por toda aquela tarde e nunca mais a cantei depois disso. O que isso tem a ver com o que estamos falando? A princípio, não entendia o quanto isso seria importante dois meses depois, não entendia que Deus preparava-me para ser provado. Uma semana antes do acidente, ministrando na Escola de Adoradores, em Vacaria, no Rio Grande do Sul, uma intercessora me procurou, com algumas impressões sobre a nossa família, principalmente a Andréa, então, oramos juntos sobre isso. Deus estava nos preparando para retroceder e acampar em “Pi ha-Chiyroth”, onde veríamos um caminho ser aberto, preparava-me para entender este princípio.

Mas que princípio? Primeiro que aquilo que aos olhos naturais aparece apenas um tempo de retrocesso e atraso, pode representar um tempo de avanço e crescimento integral. Tivemos depois dessa experiência com a Andréa, algumas outras experiências que comprovam isso. Ainda em 2005 enquanto fazia uma das primeiras viagens depois do acidente para ministrar em Minas Gerais, entraram em nossa casa e roubaram quase tudo o que tínhamos, porém, essa viagem representou o início de tudo o que estamos vivendo hoje a partir da plataforma de Minas. Fazendo uma limpeza no meu escritório no ano de 2010, achei uma palavra datada do dia 25 de maio de 2005. Seis dias após acidente da Andrea, ministrava as últimas aulas de uma das escolas falando sobre a restauração da mentalidade do Tabernáculo de Davi.

Essa palavra falava do meu envolvimento com mobilizações, inclusive em línguas diferentes, onde grupos se posicionavam mediante palavras específicas e também uma estrutura descia do céu como que um prédio, um lugar onde todos se preparavam para obedecer aquilo que Deus direcionava.

Achei interessante encontrar isso porque se torna mais uma prova que em meio a escuridão de um momento extremo da jornada, Deus me falava a respeito do futuro. Momentos de desenvolvimento para vivermos coisas maiores. O que parecia um tempo de grande retrocesso, estava nos esticando para ir mais longe.

UMA EXPRESSÃO DESPROVIDA DE FÉ

A canção de Êxodo nos parece uma canção desprovida de fé. De que lado cantaram? Do lado em que viam os Egípcios se aproximando e o Mar diante deles fechado, ou do lado que viam as águas se fechando sobre os egípcios, após atravessarem a seco? Eles louvaram depois que Moisés moveu-se sobre a palavra recebida. Esta canção é o reconhecimento de uma ação, uma demonstração de gratidão, porém, uma manifestação desprovida de fé em Deus, uma vez que a real condição de seus corações se mostrou antes de atravessarem o Mar Vermelho. Trata-se de um contexto onde Deus se mostra, e não em que o povo prova sua confiança Nele. “Disseram a Moisés: Será, por não haver sepulcros no Egito, que nos tiraste de lá, para que morramos neste deserto? Por que nos trataste assim, fazendo-nos sair do Egito? Não é isso o que te dissemos no Egito: deixa-nos, para que sirvamos os egípcios? Pois melhor nos fora servir aos egípcios do que morrermos no deserto”. – Êxodo 14.11 e 12.

Eles murmuravam dizendo: Porque nos trata assim? Porque age dessa maneira? Porque trabalha assim conosco? Não aceitavam os meios de Deus e não criam numa proposta melhor que aquela que já viviam no Egito. Por isso, a incredulidade é escravizante, torna a mente cativa e incapaz perceber a necessidade desse processo de tratamento de Deus. Estavam sendo atraídos para fora do Egito, mas indispostos a perder os valores do Egito em seus corações. Levantaram-se contra Deus antes, e cantaram depois. Hoje eu não teria dificuldade em compor uma canção de louvor a Deus, não preciso exercitar minha fé agora para isso. A questão é que se apenas cantamos depois, tornamos um lugar de desenvolvimento chamado deserto num lugar de sofrimento, amargura e morte.

A incredulidade é escravizante, torna a mente cativa e incapaz perceber a necessidade desse processo de tratamento de Deus. Estavam sendo atraídos para fora do Egito, mas indispostos a perder os valores do Egito em seus corações.

Para que pudesse aprender isso, no dia 20 de maio de 2005, na noite seguinte ao acidente, estava sozinho em casa, ainda assustado com tudo que estava acontecendo, quando o Senhor pediu algo inesperado:

– “Cante pra mim uma canção”.

Isso mesmo, Ele me pediu uma canção. Naquele momento tudo passou a fazer sentido. Agora Deus me pedia uma canção antes, bem diante do meu “Pi ha-Chiyroth”, algo que colocava a prova naquele momento a íntima e real condição do meu coração. Depois de relutar por algum tempo, comecei a esboçar alguns dedilhados junto com as lágrimas que se misturavam com as palavras que viriam a ser uma canção. Isso parece dramático, mas não se tratou de uma experiência melancólica, nesse contexto de aflição, Deus estava me submetendo a uma prova que poderia me levar a uma nova medida de fé. Na verdade, nunca mais esquecerei daquela noite, e da canção que se chamou “Meus olhos estão em ti”:

Meus olhos estão em ti. Enquanto os meus olhos estiverem em ti, Verei que És Deus.
Me ensina a aprender, Me ensina a crer
Me ensina a aprender. Me ensina a ver
Com os Teus olhos posso ver. Bem além das circunstâncias
E posso descansar em ti. À sombra de tuas mãos estar.

Entendi que Deus estava desenvolvendo minha fé, uma confiança desprovida de dúvida e qualquer questionamento, fé que me daria condições de não perguntar mais por que, muito menos de tentar ensiná-lo como fazer. Essa fé deu-me condições de cantar uma canção do lado oposto ao convencional, a canção do lado da ameaça e do pavor da morte, é a canção da certeza das coisas que se esperam, é a melodia da convicção dos fatos que ainda não se vêem. Nesses “Becos sem saída da vida” nossas convicções são provadas e expressamos o que verdadeiramente guardamos em nosso coração, fé ou dúvida, esperança ou desespero, ansiedade ou perseverança, murmuração ou uma canção. Creio que Deus queria me levar a um novo nível de fé e dependência dele.

Por isso, não podemos nos limitar a cantar depois das provas, depois de revelarmos nosso coração incrédulo e egoísta. Precisamos de uma fé que nos torne pessoas proféticas, que antecipem, visualizem e reconheçam os feitos do Senhor, antes mesmo deles acontecerem, isto é fé, “a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem” (Hebreus 11.1). É crer que aquilo que não vemos pode mover tudo que estamos vendo a nossa volta (Hebreus 11:3). Um louvor desprovido de fé não pode agradá-lo, não nos faz crescer, este é o cântico de uma geração que morreu no deserto.

Por isso, não podemos mais chamar incredulidade de fraqueza, uma vez que a bíblia chama incredulidade de “pecado”. Justamente porque confirma a definição de pecado, que do grego “hamartia” significa errar o alvo, a incredulidade nos desvia e nos impede de alcançarmos um alvo proposto. Preste atenção:

Enquanto se diz: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração, como foi na provocação. Ora, quais os que, tendo ouvido, se rebelaram? Não foram, de fato, todos os que saíram do Egito por intermédio de Moisés? E contra quem se indignou por quarenta anos? Não foi contra os que pecaram, cujos cadáveres caíram no deserto? E contra quem jurou que não entrariam no seu descanso, senão contra os que foram desobedientes? Vemos, pois, que não puderam entrar por causa da incredulidade”. – Hebreus 3.15-19

O que este texto está falando? Eles não alcançaram a promessa por causa da incredulidade, erravam o alvo, se desviaram do propósito, pecaram, por isso, morreram no deserto. Depois disto, outras canções vieram, mas entendo que no dia 20 de maio, o Senhor me pediu algo que somente a fé seria capaz de fazer. Recebê-la em casa depois de quatorze dias, tendo uma previsão médica de até dois meses de UTI, foi um milagre que representou para nós o começo de um novo tempo, em que a canção estará continuamente em nossos lábios.

COMO SE FOSSE A PRIMEIRA VEZ

Receber ela em casa foi tão desafiador quando vê-la na UTI, pois estava longe de ser a nossa Andrea, tinha ainda muitas dificuldades motoras, estava totalmente confusa e desorientada neurologicamente, por causa da pneumonia contraída na UTI tinha uma traqueostomia que exigia muita atenção, além disso o trauma afetou sua memória afetiva, ela não tinha nenhuma noção de carinho e não expressava nenhuma afetividade por nada, além disso, ela lembrava de quase todos menos de mim e das duas filhas. Não me reconhecia como marido, nem reconheceu as meninas que a esperavam com toda expectativa. A Giovanna tinha três anos e meio e a Olivia um ano e meio. Fiquei semanas em claro pois Andrea tinha vontade de sair, não tinha noção de tempo e espaço e não podia se alimentar por causa da traqueostomia.

Lembro-me passado aproximadamente um mês nessa situação lembro-me de leva-la para jantar, não sabia se voltaria sua memória, mas estava disposto a cuidar dela e estar com ela independente de qualquer coisa. Então naquele momento perguntei se ela gostaria de namorar comigo. É verdade que ela não tinha muita opção naquele momento pois estava cuidando dela o tempo todo. Era como se o enfermeiro quisesse namorar com a sua paciente. Mas em todo caso ela aceitou, então nos mudamos de casa, pois seu sonho antes do acidente era morar em um sobrado. Começamos uma nova vida, procurávamos o tempo todo viver como uma família e Andrea decidiu reaprender todas as coisas, apesar de não recuperar sua memória, sua afetividade se desenvolvia e voltava a se expressar com brilho nos olhos de novo.

O acidente aconteceu em maio e no dia 25 de agosto daquele mesmo ano, estávamos em casa quando de repente ela nos chama e pede para fazermos perguntas; me perguntem alguma coisa! Então comecei a perguntar do nosso namoro, lua de mel e aos pouco ela estava lembrando de tudo, foi um dos momentos mais felizes daquele ano. Andrea estava se lembrando de tudo. Naquele mesmo dia, ela tinha consulta com a psicóloga responsável pelo caso e quando contou a grande novidade, fomos surpreendidos por algo tornaria aquele dia ainda mais especial. A psicóloga tinha se reunido com a Neurologista naqueles dias estavam concluindo a memória da Andrea não voltaria mais depois de dois meses. A psicóloga não sabia como dizer isso e naquele dia concluiu que estava de fato diante de um milagre.

UM LUGAR CHAMADO VALE DA BENÇÃO

Talvez você veja isso apenas como um exemplo pessoal isolado, e realmente não queremos fazer doutrina de experiência, mas entendemos que a experiência comprova um princípio espiritual e bíblico. Em 2 Crônicas 20, há um dos maiores exemplos desse louvor que antecede a ação de Deus. Josafá, em condição desfavorável, ao invés de murmurar e render-se ao pavor e ameaça da morte, ouviu Deus e louvou antes.

“Não temais, nem vos assusteis por causa desta grande multidão, pois a peleja não é vossa, mas de Deus. Amanhã, descereis contra eles; eis que sobem pela ladeira de diz; encontrá-los-eis no fim do vale, defronte do deserto de Jeruel. Neste encontro, não tereis de pelejar; tomai posição, ficai parados e vede o salvamento que o Senhor vos dará, ó Judá e Jerusalém. Não temais, nem vos assusteis; amanhã, saí-lhes ao encontro, porque o Senhor é convosco. Então, Josafá se prostrou com o rosto em terra; e todo o Judá e os moradores de Jerusalém também se prostraram perante o Senhor e o adoraram. Dispuseram-se os levitas, dos filhos dos coatitas e dos coreítas, para louvarem o SENHOR, Deus de Israel, em voz alta, sobremaneira. ” – 2 Crônicas 20

Vendo Josafá, penso que às vezes precisamos de mais fé para não fazer, do que para fazer algo. Ele entendeu o que Deus estava pedindo, posicionou os levitas e louvaram. Este louvor liberou fé.

No campo de guerra, no beco sem saída, a única arma que tinham em mãos era o louvor, o batalhão de frente eram homens com vestes sacerdotais, eles experimentaram o louvor que é gerado do lado certo, do lado oposto ao natural.

“Aconselhou-se com o povo e ordenou cantores para o Senhor, que, vestidos de ornamentos sagrados e marchando à frente do exército, louvassem a Deus, dizendo”: “Rendei graças ao Senhor, porque a sua misericórdia dura para sempre. Tendo eles começado a cantar e a dar louvores, pôs o Senhor emboscadas contra os filhos de Amom e de Moabe e os do monte Seir que vieram contra Judá, e foram desbaratados. Vieram Josafá e o seu povo para saquear os despojos e acharam entre os cadáveres, riquezas em abundância e objetos preciosos; tomaram para si mais do que podiam levar e três dias saquearam o despojo, porque era muito”.

O que aconteceu quando começaram a louvar? Houve uma marcha ofensiva que tinha como arma um louvor que estava declarando antes, estava antecipando a vitória. Uma marcha vitoriosa que antecipou a conquista dos despojos. (Hebreus 11.6). Por isso, identifico-me com Josafá, pois não me passa a imagem de um “Super-Homem”, mostra-me que os homens de fé sentem as situações, têm os seus limites, choram e reconhecem que não têm forças para resistirem sozinhos às provações.

“Ah! Nosso Deus, acaso, não executarás tu o teu julgamento contra eles? Porque em nós não há força para resistirmos a essa grande multidão que vem contra nós, e não sabemos nós o que fazer; porém os nossos olhos estão postos em ti”. 2 Crônicas 20.12.

Os verdadeiros homens de fé permanecem com seus olhos em Deus. Josafá teve medo, e às vezes posso imaginar o que estava sentido pois, da mesma maneira, não me sentia capaz de resistir a prova a qual estava sendo submetido, sentia-me de mãos atadas e limitado, tinha somente uma opção, permanecer com os meus olhos em Deus. Por isso, naquela noite cantei “Meus olhos estão em ti”. Semelhante ao “Pi – Hairote” em Êxodo 14, em 2 Crônicas 20.16-17 um lugar também é estabelecido por Deus. “Amanhã, descereis contra eles; encontrá-los-eis no fim do vale, defronte do deserto de Jeruel”.

Antes do vale da benção, vem o deserto de Jeruel, o lugar onde precisamos ser ensinados.

Esse lugar onde Deveriam se encontrar com o exército inimigo, deserto de Jeruel, significa “ensinados por Deus”, o que isso pode significar? O que Deus estava ensinando? Estavam aprendendo a lutar com novas armas, a tomar posição sobre a palavra, onde ficariam parados e veriam o salvamento do Senhor. Depois disto, 2 Crônicas 20.24 diz que ao chegarem num lugar alto, podiam ver o deserto de Jeruel, e ao invés de encontrarem uma multidão ameaçadora, não encontraram ninguém vivo. Quando louvamos antes, procuramos o que nos ameaçava e não achamos nada, chegamos a Jeruel, onde somos ensinados por Deus e entendemos a importância de um louvor que procede de fé.

O lugar onde foram ensinados passou a ser chamado “Vale da benção”. Não esqueça disso, antes do vale da benção, vem o deserto de Jeruel, o lugar onde precisamos ser ensinados. “Ao quarto dia, se ajuntaram no vale de Bênção, onde louvaram o SENHOR; por isso, chamaram àquele lugar vale de Bênção, até ao dia de hoje”. 2 Crônicas 20.26. Eles louvaram depois? Sim! Mas só chegaram ao vale da benção, após uma marcha de louvor que procede de fé. No campo de guerra, no beco sem saída, a única arma que tinham em mãos era o louvor, o batalhão de frente eram homens com vestes sacerdotais, eles experimentaram o louvor que é gerado do lado certo, do lado oposto ao natural.

Que estas palavras te encorajem a mudar sua linguagem, a adotar uma nova postura e não permitir que o louvor seja tirado de você, que esteja continuamente em seus lábios.

Talvez você possa perguntar como cantar uma canção em “Pi ha-Chiyroth”? Quero recapitular alguns passos práticos para isso…

Continua…

Acesse: “Canção do Beco sem Saída – Parte Dois“.

  • Anderson Bomfim
    Anderson Bomfim Pastor

    Anderson Bomfim natural do Estado de São Paulo, casado com Andréa Bomfim, pais da Giovanna, Olívia e Pietra Bomfim, residentes colaboradores de um presbitério local na cidade de Curitiba-PR. Fundadores da Missão Mobilização e Co-fundadores do CEIFAR-MG (Centro integrado de Formação e aperfeiçoamento para a Restauração). Desde 1999 tem procurado servir mobilizando e aperfeiçoando através de escolas modulares, conferencias e discipulado, cooperando junto com outras expressões ministeriais sobre a palavra de serem um, atuando em várias localidades com o mesmo propósito de Reino

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