Deus Não Leva Pelo Caminho Mais Curto

 In Artigos, Beshalach

“E aconteceu que, quando Faraó deixou ir o povo, Deus não os levou pelo caminho da terra dos filisteus, que estava mais perto; porque Deus disse: Para que, porventura, o povo não se arrependa, vendo a guerra, e tornem ao Egito. Mas Deus fez rodear o povo pelo caminho do deserto perto do Mar Vermelho” (Êxodo 13).

Quão amáveis são as primeiras palavras dessa porção, quão maravilhosa sua graça, insondáveis as suas decisões, quão inescrutáveis os seus caminhos (Romanos 11:33). Quanto tempo demoramos para perceber isso. Porque? Porque existem caminhos que para nós parecem melhor, porque não vemos o fim do caminho (Provérbios 14:12). O caminho que parece mais perto, mais fácil, nem sempre é o caminho certo. Nesse caso, o caminho mais curto é o caminho da guerra, do enfrentamento, de lutar contra os primeiros inimigos da jornada. Deus, aquele que se chama “EU SOU” estava com eles (Êxodo 3:14), o mesmo cujo nome é “Senhor dos Exércitos” (2 Samuel 7:26), observe que estavam armados. Será que não ficariamos animados com esse cenário? Esse caminho parece certo, o que poderia dar errado? A questão é que o próprio Deus sabe que não estão prontos. Deus conhece nossa estrutura (Salmo 103:14). Ele É aquele que tudo sabe porque tudo vê. Por isso, a direção correta naquele momento foi o caminho mais longo.

“Antes de entrar pelo caminho da guerra contra seus inimigos, deveriam entrar pelo caminho da guerra contra suas próprias paixões e inclinações interiores da própria carne”.

O melhor a fazer em momentos como esses é alinhar a expectativa, não entrar pelo caminho do triunfo sobre territórios com quem ainda não venceu os impulsos da própria natureza carnal. Vermos jovens armados de palavras afiadas como espada e equipados com dons de poder não signfica que já temos homens de guerra. Lembre-se do paradigma de Saul e Davi. O homem que trilhou o caminho mais curto para o reinado não teve estrutura para sustenta-lo. Contudo, a confiança de Davi não estava nas armas que tinha, mas no testemunho das lutas vencidas na sua vida secreta com Deus. Quero deixar um conselho a essa geração que escolhi servir por toda minha vida. Preste atenção nas placas sinalizadoras do caminho. Entrega teu caminho ao Senhor, confia Nele e o mais Ele fará (Salmo 37:5).

“A fé que move montanhas acontece a partir da vitória sobre a incredulidade no pequeno grão de mostarda. A fé confirmada é a fé provada”.

Já cansamos de ouvir histórias sobre o caminho mais curto nem sempre ser o caminho mais seguro. Com base em uma nuvem de testemunhas escriturais, constatamos que o caminho mais curto não é o caminho do triunfo divino, mas da inferioridade altiva, do homem que quer a promessa sem processo. Infelizmente não há atalhos na jornada do Reino de Deus, o caminho para o lugar de nomeação espiritual como “nação santa, propriedade adquirida e reino sacerdotal” (Êxodo 19:2) com certeza não é, e nem nunca será o caminho mais curto, o atalho dos mais espertos, a rota dos meninos aventureiros.

“O caminho do deserto” era uma rota muito mais demorada; mas Deus tinha várias lições importantes para ensinar ao Seu povo. Tão preciosas lições nunca poderiam ser aprendidas no “caminho da terra dos filisteus” (C.H. Mackintosh)

Será que temos mansidão messiânica para reconhecer o caminho de Deus como o melhor caminho para nós? Será que estamos animados para nos inscrever na escola do deserto, tanto quanto somos animados para receber graduação ministerial? Será que corremos o risco de acreditar estarmos prontos quando o treinamento está começando? Será que mais uma vez não confundimos o ponto de partida com a linha de chegada? Aceleração dos tempos com precipitação dos passos? Lembre-se das palavras do homem que, à semelhança de Cristo (Lucas 4:1-2), passou pelo caminho do deserto, a estrada da morte pessoal (Gálatas 1:15-17). Eles diz com propriedade que o prêmio é para os que completam a corrida e não para os que largam bem (1 Coríntios 9:24). Poder de explosão sem resistente perseverança é fracasso e frustração. Queremos a vitória da perseverança dos santos.

“Ter sua estrutura provada no caminho secreto da exposição pessoal no deserto com Deus é melhor do que ser envergonhado no campo de batalha por não conseguir sustentar a palavra que carrega”.

Lembre-se: “Ele conhece a nossa estrutura, lembra-se de que somos pó” (Salmo103:14). Deus antes de construir revela a condição da estrutura. Ele levou aquela geração ao deserto para saber o que estava em seu coração, não se trata apenas de revelar sua rebelião e perversidade, mas descobrir os recursos ocultos de Deus, como as riquezas das profundezas do oceano e toda potencialidade humana, como os tesouros escondidos do deserto (Deuteronômio 8:2-4). Nesse caminho do deserto o céu toca a terra no horizonte, nele conhecemos Deus pessoalmente, descobrimos a palavra que sustenta e vemos todas as coisas sendo acrescentadas (Mateus 6:33). Durante o dia, com sol escaldante, as nuvem traziam sombra a todos, à noite, a coluna de fogo, além de iluminar o caminho, aquecia as noites frias do deserto.

“Caminhos mais curtos para se alcançar os objetivos desejados nem sempre são os mais seguros. Por trás das dificuldades do caminho, está a intensão de Deus em revelar os recursos que ainda não foram acionados” (Jorge Dzialowski Diaconescu).

Cuidado! Não responsabilise outras pessoas pelas dificuldades do seu caminho. Foi Deus que levou seu povo por aquele caminho, Moisés cumpria ordens divinas e trazia palavras de encorajamento. Culpar líderes pelo momento que está vivendo ou se livrar de irmãos de caminhada que condenam os passos que revelam seu coração não te livrará de prestar contas com o Senhor do caminho. Ao invés de procurar culpados por seus problemas assuma a responsabilidade de responder ao seu processo e creça. “Fala aos filhos de Israel que Sigam em frente!”. Seguimos juntos.

Mais tarde, este fato é recordado nas seguintes palavras: “E te lembrarás de todo o caminho, pelo qual o SENHOR, teu Deus, te guiou no deserto estes quarenta anos, para te humilhar, para te tentar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias os seus mandamentos ou não. E te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conheceste, nem teus pais o conheceram; para te dar a entender que o homem não viverá só de pão, mas que tudo o que sai da boca do SENHOR viverá o homem. Nunca se envelheceu a tua veste sobre ti, nem se inchou o teu pé nestes quarenta anos” – (Deuteronômio 8:2-4).

  • Anderson Bomfim
    Anderson Bomfim Pastor

    Anderson Bomfim natural do Estado de São Paulo, casado com Andréa Bomfim, pais da Giovanna, Olívia e Pietra Bomfim, residentes colaboradores de um presbitério local na cidade de Curitiba-PR. Fundadores da Missão Mobilização e Co-fundadores do CEIFAR-MG (Centro integrado de Formação e aperfeiçoamento para a Restauração). Desde 1999 tem procurado servir mobilizando e aperfeiçoando através de escolas modulares, conferencias e discipulado, cooperando junto com outras expressões ministeriais sobre a palavra de serem um, atuando em várias localidades com o mesmo propósito de Reino

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