Quando o Evangelho Afeta o Centro da Vida

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Pensando sobre aspectos práticos do desenvolvimento da vida cristã, começamos a meditar sobre três princípios fundamentais da verdade do Evangelho que pela graça atuam no coração, como elemento central e definidor da pessoa humana (1 Crônicas 29:18. Provérbios 2:10. Romanos 1:21. João 14:1). Lembre-se que: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida” (Provérbios 4:22). Tudo que geralmente pensamos como elementos separados, como partes do homem, coração, alma, mente, espirito, podem ser entendidos como paralelismos que nos apontam o elemento central do ser. Isso significa que a verdade do evangelho afeta diretamente esse núcleo de onde saem todos os pensamentos e crenças, afeições, desejos e vontades, as fontes da vida, as saídas do coração humano.

Jesus afirma que: “Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Ora, todos estes males vêm de dentro e contaminam o homem” (Marcos 7:21). A obra de redenção por meio do sangue de Jesus derramado na cruz, atua diretamente no coração como elemento central purificando todas as suas saídas. Guardar a mente e o coração em Cristo é guardar as fontes da vida (Filipenses 4:7). O novo nascimento é o recriar desse um novo coração, o purificar das fontes (João 3:3).

Quando o evangelho toca profundamente o coração do homem, a vida que nasce no trono de Deus, se estende a partir dele, do seu interior flui como um rio de vida e virtude. Ao invés de fontes corrompidas de males, há um fluir contínuo de vida (João 4:14. João 7:38). Aqui encontramos a diferença entre a conversão cultural, daquele que adere novos comportamentos e costumes, para o interiormente renascido, recriado em Jesus que tem as evidências do frutificar virtuoso do Espírito Santo no seu homem interior, como amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio fluindo a partir do coração como elemento central do ser regenerado (Gálatas 5:22).

A fé, o Amor  e a Esperança…

Paulo escrevendo aos Coríntios fala sobre três princípios fundamentais da palavra da verdade do evangelho: a fé, o amor e a esperança. A partir dessa palavra entendemos que quando o evangelho toca profundamente o coração do homem, como elemento central do ser, a vida cristã é totalmente destravada das crenças limitantes procedentes de situações passadas que o impedem romper por causa de culpa e condenação, desencadeando medo e insegurança com relação ao tempo presente e desesperança para com o futuro.

“Damos sempre graças a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, quando oramos por vós,  desde que ouvimos da vossa fé em Cristo Jesus e do amor que tendes para com todos os santos;  por causa da esperança que vos está preservada nos céus, da qual antes ouvistes pela palavra da verdade do evangelho,  que chegou até vós; como também, em todo o mundo, está produzindo fruto e crescendo, tal acontece entre vós, desde o dia em que ouvistes e entendestes a graça de Deus na verdade” Colossenses 1:3

 

Sem a fé é Impossível…

O primeiro fator fundamental do evangelho é a fé. Antes mesmo de pensarmos no sentimento de culpa e condenação legado pelas vivencias e experiências da vida, todo ser humano como herdeiro de uma natureza comprometida pela corrupção do pecado, tem que lidar com o sentimento de reprovação, ausência, vazio e frustração existencial, porque “como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Romanos 5:12). Todos nós por natureza temos um problema com o passado, seja remoto com Adão, seja imediato com os poucos anos da nossa história de vida.

Como alguém pode viver carregando sobre seus ombros todo peso de frustração pelas coisas que não deram certo, de tantas expectativas não correspondidas e coisas inacabadas, todo sentimento de culpa e condenação pelas palavras que foram mal ditas, pelas escolhas que foram feitas, pelas ações que não foram tomadas, pelos pensamentos maus que foram nutridos, além de todo mal sofrido, toda dor da falta, do abandono, das perdas, necessidades nunca supridas, além de tantos enganos que se tornaram verdade? São tantos fantasmas, são tantos entulhos contaminando as fontes da vida, que parece impossível sentir-se livre das sombras tenebrosas do passado para seguir em frente.

A fé é essencial para quebrar as crenças limitantes do passado e destravar a vida do homem. Todos precisam ser libertos desse legado do passado, precisam ser salvos e resgatados dessa condição de morte e obscuridade interior. A única saída para o homem é a fé. Mas como esse homem que se sente condenado pelo passado pode crer? A fé é o dom de Deus. “Pela graça de Deus somos salvos, mediante a fé, isso é dom de Deus“, não depende da capacidade nem de qualquer mérito humano (Efésios 2:8). A partir da iluminação do coração pelo Espírito de Deus (2 Coríntios 4:6. Efésios 1:18), pelo desvendar dos olhos (Atos 26:18) e o remover do véu que está sobre o coração, podemos ver a realidade e crer na obra redentora mediada por Jesus (2 Coríntios 3:16), reconhecendo seu senhorio e salvação, porque Ele é o Único Senhor e fora dele não há salvador (Isaias 43:11). A partir da fé o homem reconciliado, recebendo o direito de pertencimento e aceitação por meio da adoção de filhos.

O próprio Deus por meio da sua graça irresistível e amor incondicional nos deu condições de crer de forma irrestrita nessa tão grande salvação. “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 5:1). “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Romanos 8:1). A fé é a chave para nos libertar das cadeias do passado, porque dos nossos pecados Ele jamais se lembrará (Hebreus 8:12. Hebreus 10:17). O passado volta ao seu lugar de passado e não é mais algo a ser lembrado com sentimento de condenação, mas como testemunho de redenção.

Não confunda fé salvadora
Com confissão positiva

Não confunda jamais essa fé com positivismo, com confissão positiva, apropriação triunfalista, com a fé na fé, ou nas boas obras. Lembre-se do religioso que dava graças a Deus por não ser como os ladrões, adúlteros e injustos, atribuindo justiça a suas boas obras, enquanto um homem publicado sem ousar levantar a cabeça batia no peito clamando pela misericórdia de Deus. Esse homem que se julgava justo dizendo graças a Deus na verdade estava dizendo graças a mim. Jesus disse que apenas o publicano voltou para casa justificado (Lucas 18:10). Enquanto muitos se escondem atrás da lei de Moisés que revela a dureza do coração humano (Mateus 19:8), devemos nos esconder atrás da cruz de Cristo. Porque a lei de Moisés clama “justiça”! Enquanto Jesus na cruz declara “justificado”! Esse tipo de fé em si mesmo é ineficiente, assim como a fé na fé não tem poder de nos resgatar desse vale escuro de morte interior.  Essa fé independe do que qualquer um pode fazer de certo ou errado, porque tem a ver com o que Jesus fez por todos, é Ele que os justifica.

Essa fé não é abstrata, não é lançar-se num mundo de incertezas, porque é firme convicção. A fé é iluminação, é visionária. Homens que andam no escuro imaginam, mas os que foram iluminados podem ver a realidade. Aquele que crê não pode dormir entre os mortos. Despertem os que dormem e Cristo os iluminará (Efésios 5:14). Aquele que crê não pode mais andar segundo a obscuridade do coração vazio (Romanos 1:21), como aqueles que não conseguem ver no que tropeçam (Provérbios 4:19). Renascidos devem andar na luz, como filhos da luz, em toda bondade justiça e verdade (Efésios 5:8-9).

Sem fé é impossível agradar a Deus e todo que dele se aproxima precisar crer que Ele é realidade (Hebreus 11:6). A fé é certeza (Hebreus 11:1). Se alguém ainda tem dúvida sobre estar a salvo é porque ainda não tem convicção do seu Senhorio. Não há salvação fora do seu Senhorio. “Confessar a fé, mas continuar decidindo segundo os pensamentos do coração enganoso faz o homem ter que lidar com a dúvida de estar salvo“. Quando confiamos no seu senhorio sobre tudo, não há dúvida de que tudo está a salvo.

Se não tiver amor nada se aproveitará…

Paulo escrevendo aos Coríntios fala que “agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, porém o maior destes é o amor, porque se não tiver amor, nada se aproveitará” (1 Coríntios 13:12). Mais uma vez encontramos esses três princípios fundamentais do evangelho. Aqui Paulo fala sobre a sublimidade do amor. Porém, não podemos confundir esse amor divino com o amor que é pregado pelo homem cheio de medos. O amor que move o mundo na verdade é concupiscência, é a corrução do desejo, é cobiça sem limites, é afeição natural, é egocêntrico, invejoso, vaidoso, ressentido, pensa sempre em seus próprios interesses, Paulo deixa bem claro que esse tipo de sentimento que saem do coração do homem não é amor. E segundo João, quem ama o mundo e ama como o mundo ama, o amor do Pai não está nele (1 João 2:15).

A verdade é que o homem não regenerado pela fé, tem medo de amar, medo de se entregar por completo, de ser inteiro em suas relações com Deus e com o próximo, porque amar significa ser vulnerável. É nesse momento de se deixar ser afetado pelo outro que se sente travado, limitado, e esconde-se atrás da autopreservação, da auto justificação, da auto suficiência, enganando-se e enganando, sentindo-se cada vez mais solitário entre relações utilitárias e passageiras, condenando-se a insignificância, ganhando um mundo de coisas sem ter com quem compartilhar o fim dos seus dias. A verdade é que esse homem é incapaz de amar por causa do seu legado passado. O verdadeiro amor compromete tudo, tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. Amor implica em sofrer, ser compassivo, o amor implica sentir dor. Quem tem medo não ama, não abraça, não sente. Não há como seguir sem a fé que atua pelo amor de Deus (Gálatas 5:6).

O amor é o princípio fundamental que lança fora todo medo para viver livremente o tempo presente (1 João 4:18). Deus Pai amou o mundo de tal maneira que entregou seu Filho para que todo que Nele crer não pereça, mas viva eternamente (João 3:16). Esse Deus é o único dentre todos os deuses imaginados pelo homem idólatra que veio até o homem para traze-lo de volta, para reconcilia-lo, para restabelecer o relacionamento e propósito eterno. Deus é amor, e amou incondicionalmente quando o homem não o amava. Deus é o amor que amou primeiro, por isso, é possível conhecer e crer no amor que Deus tem por todos nós.

Esse amor pactual de Deus quebra toda estrutura de insegurança porque é protetor, nos faz vencer todo sentimento de incapacidade porque é provedor, cura toda inferioridade porque é redentor, restaura a identidade do homem criado e predestinado para ser conforme a imagem do Filho de Deus (Romanos 8:29), nos reposiciona em dignidade, traz desígnio e sentido, poder e autoridade para cumprirmos a missão de Deus.

No amor de Deus o homem redimido tem todos os recursos necessários para se tornar o que foi criado para ser e em Cristo fazer as boas obras as quais Deus de antemão preparou para que andasse nelas (Efésios 2:10). No amor não há medo, porque só sente medo quem se sente só. Paulo adverte seu discípulo sobre não ter espírito de covardia, mas de amor (2 Timóteo 1:7), porque os vencedores diante da face da morte não amarão suas próprias vidas (Apocalipse 12:11).

A Esperança como Antecipação do Futuro.

Paulo escrevendo aos Romanos diz: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo; por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus. E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (Romanos 1:1-5).

A fé nos dá paz e acesso a esperança que nos faz entender que o presente é modelado pelo futuro, essa esperança não se confunde porque o amor de Deus é derramado no coração pelo Espírito que foi dado. O amor é o que dá segurança para viver confiantemente os processos que incluem tribulações, momentos de pressão, que produzem perseverança, provando e aprovando a fé, para que por meio da experiência a esperança seja confirmada. Porque a esperança é a antecipação, é a posse do futuro.

Muitos acordam todos os dias determinados a não serem mais os homens que eram no passado. Esse tipo de determinação parece louvável, porém, não passa de mais um homem vivendo o seu presente preso, sendo torturado diariamente pelo seu passado, sob o domínio do medo e do desespero de não errar de novo. Isso é terrível. Não há paz. Deus nos chamou desse terror das trevas para as virtudes da sua maravilhosa luz. A fé e o amor mudam completamente nossa perspectiva de presente e futuro. Não acordo mais todos os dias abrindo a porta dos fundos da minha vida, mas sim abrindo a janela da frente para ser iluminado pelo sol que me faz ver o amanhã com esperança.

Esperança na Promessa Divina e
a Expectativa nas Coisas do Mundo.

Não confunda esperança com expectativa, esperança tem a ver com a promessa do Reino de Deus, com o Espírito que nos foi dado como adiantamento e garantia da herança vindoura, a esperança é Cristo, enquanto a expectativa tem a ver o homem quer que Cristo faça, e como ele quer que as coisas aconteçam. Mas Deus não tem compromisso com a expectativa do homem, mas com sua promessa. Sem a esperança viva da fé escatológica firmada no amor pactual, é impossível saber lidar com o sofrimento do tempo presente, tornando-se inevitável entrar em desespero por causa das más notícias. Para organizar esse tipo de sentimento é bom entender o que Paulo escreve aos romanos sobre os sofrimentos do tempo presente não serem comparados com a glória que há de ser revelada (Romanos 8:18). Muitos podem associar esse sofrimento com a privação de coisas, com necessidades, com perdas, porém, o verdadeiro sentido é totalmente contrário a essa ideia. Não confunda essa esperança com entregar-se a falsas promessas materialistas. Essa esperança não é inimiga da felicidade, mas quem não tem essa esperança está condenado a infelicidade. “Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens” (1 Coríntios 15:17).

Sabemos que os filhos são herança do Senhor (Salmo 127:3). Por isso, por meio de Cristo fomos feitos herança (Efésios 1:11), e fomos selados com o Espírito da promessa que é o penhor da nossa herança (Efésios 1:18), Fomos feitos herança de Deus que é a nossa herança. Aqui entendemos o caráter sacerdotal do Reino de Deus, constituído a partir de homens cuja a herança é o próprio Deus. “Digo ao SENHOR: Tu és o meu Senhor; outro bem não possuo, senão a ti somente. O SENHOR é a porção da minha herança” (Salmo 16:2-5). Nossa esperança está firmada nessa realidade antecipada. Paulo está falando sobre as primícias do Espírito e do gemido daqueles que aguardam a glorificação do corpo (Romanos 8:23). Portanto, o sofrimento do tempo presente não tem nada a ver com o que não temos desse mundo, mas com o que recebemos de Deus. Esse sofrimento é o gemido do bom anseio e a dor melhor que qualquer prazer sensorial. Experimentar uma pequena parte da boa, perfeita e agradável vontade de Deus aqui e agora (Romanos 12:2), e receber uma medida do Espírito como garantia da gloriosa herança, é o que faz os redimidos gemerem todos os dias pelo que serão no futuro (Efésios 8:21). Essa viva esperança é santificadora. Esses homens transformados não se conformam mais com essa era presente porque estão sendo modelados pela realidade vindoura. Nada se compara com o que será vivido no futuro e essa realidade antecipada é o que modela a vida do tempo presente. Cristo em nós é a esperança da Glória.

Conclusão do Princípio Aplicado.

Lembre-se de como Jesus como o bom pastor procurou congregar seus discípulos agitados e dispersos por não saberem lidar ainda com a realidade da ressurreição (Lucas 24). As mulheres que estavam com eles ainda estavam procurando servir Jesus pensando na morte daquele que já estava vivo, movidas pela tristeza e dor da perda, o medo por se sentirem sós, o sofrimento e a desesperança por não saber como seria o amanhã. Assim também dois dos que estavam com os discípulos partiram pelo caminho da desesperança, frustrados porque Jesus não havia correspondido suas expectativas. Lembre-se que a verdadeira esperança não está fundamentada em utopias políticas, mas na promessa Divina. Jesus ressurreto caminha com eles aproximadamente doze quilômetros fazendo-os lembrar de tudo que estava escrito na lei, nos profetas e em salmos, fazendo-os queimar de novo, até que seus olhos fossem abertos, porque sua palavra é como uma candeia arde e ilumina dentro dos homens. Cristo encontra com todos os seus discípulos congregados em um mesmo lugar de fé, amor e esperança, onde passaram quarenta dias ouvindo o Jesus falar das coisas concernentes ao Reino de Deus e a grande comissão.

Que a palavra da verdade do evangelho afete o seu coração assim como afetou a vida daqueles homens trazendo-os de volta ao propósito de Deus para suas vidas. Lembre-se que no Reino de Deus não há condenados, medrosos e desesperados, mas sim homens de fé perseverante, que andam em amor sacrificial, sendo modelados diariamente pela esperança que é a antecipação testemunhal do Reino de Deus e seu Cristo.

  • Anderson Bomfim
    Anderson Bomfim Pastor

    Anderson Bomfim natural do Estado de São Paulo, casado com Andréa Bomfim, pais da Giovanna, Olívia e Pietra Bomfim, residentes colaboradores de um presbitério local na cidade de Curitiba-PR. Fundadores da Missão Mobilização e Co-fundadores do CEIFAR-MG (Centro integrado de Formação e aperfeiçoamento para a Restauração). Desde 1999 tem procurado servir mobilizando e aperfeiçoando através de escolas modulares, conferencias e discipulado, cooperando junto com outras expressões ministeriais sobre a palavra de serem um, atuando em várias localidades com o mesmo propósito de Reino

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